sábado, 15 de agosto de 2009

Interações Hormonais

Hormônios permissivos

A presença de um hormônio potencializa a ação do outro.
Exemplo: adrenalina e hormônio da tireóide (T3 e T4) causam a lipólise (liberação e degradação de triglicerídeos nas células adiposas), porém, um desses hormônios atuando sozinho não é capaz de manter a mesma intendidade do efeito.

Hormônios sinérgicos

Dois hormônios atuam com uma determinada finalidade.
Exemplo: FSH (hormônio folículo estimulante) e o estrógeno causam o amadurecimento do oócito, mas isso só ocorre se nenhum dos dois atuar isoladamente.

Hormônios antagônicos

Os hormônios apresentam efeitos contrários.
Exemplo: a insulina favorece a diminuição das taxas de glicose no plasma sanguíneo quando estas estão altas.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Classificação dos hormônios

Hormônios gerais e específicos

Para causar uma resposta celular os hormônios devem ser reconhecidos por receptores celulares.
- Hormônios gerais: são aqueles que encontram receptores em diversos tipos celulares.
- Hormônios específicos: são aqueles que encontram receptores apenas em um grupo limitado de células.


Classificação química dos hormônios

- Derivados dos aminoácidos: fixam-se na superfície ou atravessam a membrana. Por exemplo: T3, T4, adrenalina, dopamina, melatonina, histamina.
- Peptídicos e protéicos: sempre fixam na superfície. Por exemplo: GH, PTH, ADH, ocitocina.
- Derivados do colesterol: sempre atravessam a membrana, também são conhecidos como esteróides. Por exemplo: progesterona, estrógenos, testosterona, cortisol, aldosterona.


Solubidade dos hormônios

- Hormônios solúveis em lipídios: são apolares e encontram seus receptores apenas no interior da célula, no citoplasma ou núcleo.
Exemplo: T3 e T4 (derivados dos aminoácidos);
cortisol, aldosterona, testosterona, progesterona, estrógenos e andrógenos(derivados do colesterol).
- Hormônios solúveis em água: são polares e são reconhecidos no exterior celular. Exemplo: PTH, ADH, GH, insulina (proteínas);
FSH e LH (peptídicos);
glucagon, melatonina, serotonina, histamina, adrenalina, dopamina (aminoácidos).


Hormônios locais e circulantes

-Hormônios locais
Parácrinos: saem da célula para ser reconhecido pela célula vizinha.
Autócrinos: saem da célula para ser reconhecido pela própria célula que o liberou.
-Hormônios circulantes: são os hormônios que precisam ir para a corrente sanguínea para serem reconhecidos por suas células alvo.


Transporte de hormônios pelo sangue

-Hormônios solúveis em lipídios são transportados por proteínas transportadoras presentes no plasma.
-Hormônios solúveis em água são transportados livremente pelo plasma.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Hormônios

São moléculas sinalizadoras, ou seja, possuem uma informação que deverá passar para o interior da célula. Ao interiorizar a informação, a célula muda o seu comportamento.

Por exemplo: O pâncreas secreta hormônio insulina. As células alvo desse hormônio são, principalmente, as células do fígado (hepatócitos). A informação que a insulina transmite às células alvo é que estas devem absorver mais glicose. Sendo assim, ao ser reconhecida pelas células alvo, a insulina absorve mais glicose.

Se houver excesso de glicose nos túbulos renais, não há absorção, pois a água tende a entrar, diminuindo a quantidade de água no sangue, deixando-o mais viscoso e com menor volume. Quanto menos água houver no sangue, mais fraco será o batimento cardíaco, o coração ficará mais enfraquecido, podendo levar o indivíduo à morte.


Volemia

A volemia é o volume de sangue. A volemia do coração aumenta os batimentos cardíacos, por isso é utilizado diurético. O diurético elimina água do corpo, logo, diminui o volume do sangue, e conseqüentemente baixa a pressão sanguínea.

Exemplo: As altas taxas de glicose dificultam a reabsorção de água pelos túbulos renais (túbulos dos néfrons). Assim, o sangue perde parte do seu volume e o coração recebe menos sangue. Com a diminuição do volume de sangue, o coração também diminui sua intensidade de contração, causando queda da pressão sanguínea.

Sistema Endócrino: Glândulas e Hormônios

Glândulas

São estruturas derivadas do tecido epitelial que secretam (produzem e liberam) substâncias.

-Glândula endócrina: libera secreção no interstício (no meio extracelular ou matriz extracelular). Essa secreção é chamada hormônio. São exemplos de glândulas endócrinas as glândulas tireóide, hipotálamo, timo, hipófise, supra-renais e pineal.
-Glândula exócrina: libera secreção na superfície do epitélio de revestimento (superfície de corpo ou órgão oco). São exemplos de glândulas exócrinas: as glândulas mamárias, sebáceas, lacrimais e salivares.
-Glândulas mistas: apresentam os dois comportamentos. Liberam secreção na superfície do epitélioe no interstício. São exemplo de glândulas mistas o pâncreas, que secreta glucagon, insulina e suco pancreático; e o ovário, que secreta progesterona e o ovócito.

Formação das glândulas a partir de epitélios de revestimento

O epitélio de revestimento sofre uma invaginação, as células resultantes da invaginação são células modificadas capazes de secretar substâncias. Ocorre, então, um estrangulamento, perdendo o tubo de comunicação com a superfície do epitélio e esta separa-se das células modificadas.


segunda-feira, 6 de julho de 2009

Automatismo Cardíaco

O impulso cardíaco

Algumas células cardíacas desenvolvem o potencial de ação naturalmente, ou seja, sem influência do sistema nervoso. Tais células podem ser encontradas no nodo sinusal, que acaba funcionando como um marca-passo. Isto ocorre porque as células do nodo sinusal apresenta potencial de repouso menos negativo (-50mV) que outras células musculares cardíacas (-90mV) e apresentam canais vazantes de sódio naturalmente abertos no repouso. Sendo assim, as células do nodo sinusal alcançam mais rapidamente o valor de -30mV, necessário para a abertura dos canais lentos de cálcio e sódio voltagem dependente (despolarização) e dos canais lentos de potássio voltagem dependente (repolarização). Logo, chegará mais rapidamente ao valor de +10mV, quando ocorrerá a troca de polaridade.


Junções comunicantes

As junções comunicantes das células musculares cardíacas transferem o cálcio em excesso de uma célula a outra, ocorre uma explosão de despolarização em todos os sentidos, gerando as ondas do eletrocardiograma em milissegundos.


A onda P é responsável pela despolarização atrial.
O complexo QRS é responsável pela despolarização ventricular.
A onda T é responsável pela repolarização ventricular.



Propagação do potencial de ação

É a disseminação do potencial de ação lateral e em direção aos ventrículos, a propagação ocorre pela presença de junções comunicantes.

O potencial de ação surge no nodo sinusal, localizado na parte superior do átrio direito, e a partir dele é propagado lateralmente e em direção aos ventrículos.Isso ocorre da seguinte forma: As células do nodo sinusal desenvolvem naturalmente o potencial de ação; a partir daí, íons de cálcio e sódio passam para as células vizinhas, causando a alteração de voltagem (-30mV), necessária para a abertura dos canais lentos de cálcio e sódio voltagem dependente e dos canais de potássio. Sendo assim, verificamos uma onda de despolarização dos átrios e ventrículos e, posteriormente, uma onda de repolarização.

Eletrofisiologia Cardiovascular

Potencial de Repouso:

O potencial de repouso é a distribuição desigual de cargas positivas dentro e fora da membrana.

Os fatores relacionados ao potencial de repouso são a bomba de sódio e potássio e os canais vazantes de sódio e potássio.

O impulso muscular cardíaco é gerado a partir de alterações de voltagem em repouso.

-Bomba de sódio e potássio: Dentro da membrana celular há -90mV, ou seja, há 90 vezes menos carga positiva do que fora da membrana. Para que o retículo endoplasmático liso libere cálcio (necessário para a contração celular e liberação de elétrons) deve haver troca de polaridade, ou seja, dentro da membrana deve ficar mais positivo do que o lado e fora, isso só ocorre quando é alcançado +10mV dentro da membrana.

-Canais vazantes de sódio e potássio: Permitem a passagem de cálcio e sódio sem gastar energia, pois transporta íons a favor do gradiente de concentração.


Potencial de ação

Potencial de ação é exatamente a troca da polaridade. Quando os canais lentos de cálcio e sódio voltagem dependente são abertos, o interior da membrana fica positivo e fora fica negativo (na realidade, dentro da membrana fica mais positivo que fora dela).

Os fatores relacionados ao potencial de ação são os canais lentos de cálcio e sódio voltagem dependente e os canais rápidos de cálcio e sódio voltagem dependente, este último encontra-se em pequena quantidade na célula muscular cardíaca.

As etapas do potencial de ação são:

-Repouso: a membrana está com -90mV, a bomba de sódio e potássio e os canais vazantes de sódio e potássio entram em ação.

-Despolarização: há abertura dos canais de cálcio e sódio voltagem dependente, o interior da membrana passa a ser mais positivo que o exterior dela.

-Platô: é a fase de sustentação do limiar do potencial de ação, quando nem todos os canais lentos de cálcio e sódio voltagem dependente fecharam e nem todos os canais lentos de potássio voltagem dependente abriram.

-Repolarização: há o fechamento completo dos canais lentos de cálcio e sódio voltagem dependente e abertura completa dos canais lentos de potássio voltagem dependente. Dentro da membrana volta a ficar negativo e fora positivo (o interior fica menos positivo que o exterior), restaurando o potencial de repouso.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Fluxo laminar com perfil parabólico X Fluxo turbilhonar

No fluxo laminar com perfil parabólico, o centro do fluxo sanguíneo sofre menos atrito e mantém a pressão, as camadas mais próximas à parede do vaso, sofrem maior atrito, e parte do sangue permanece ali. Quando ocorre uma trombose ou algo que diminua o espaço pelo qual o sangue passa, o fluxo "perde a orientação", deixa de ser um fluxo laminar e passa a ser um fluxo turbilhonar, o sangue, então, fica com maior pressão e velocidade.


Vasos de capacitância

São vasos capazes de armazenar sangue, todas as veias são vasos de capacitância, por possuírem maior quantidade de sangue circulante, e o sangue mais próximo às paredes sofrer atrito.


Reservatórios de sangue

-Coração: quando o coração está cheio há aproximadamente 120 ml de sangue, quando se contrai, fica aproximadamente 40 ml de sangue dentro do coração. Por isso, quando ocorre acidente, o coração contrai-se com mais força e esses 40 ml são liberados na corrente sanguínea.

-Vasos sanguíneos: através do fluxo laminar com perfil parabólico.

-Órgãos como baço, fígado e pulmões: são órgãos que possuem grande concentração de sangue e funcionam como reservatório.


Estratégias do sistema circulatório para manter o fluxo sanguíneo em baixa pressão (em capilares sanguíneos, acidentes, ação da gravidade contra o fluxo sanguíneo):

-Os músculos, quando exercitados, comprimem as veias.
-As veias colabam-se, impedindo o retorno sanguíneo e impulsiona o sangue em direção ao coração.
-As veias possuem, ainda, valvas que impedem o retorno do sangue.
-Há maior quantidade de veias que artérias, permitindo que o fluxo seja dividido e que o atrito seja menor com as paredes dos vasos sanguíneos.


Obs.:
1) " Nos capilares sanguíneos, o oxigênio e outros metabólitos fluem através das paredes capilares para o espaço extracelular, por outro lado, passam pelo fluido extracelular e, daí, para o sangue. A partir daí, o sangue é coletado por um sistema de baixa pressão constituído por vênulas e veias, transportando o sangue de volta ao coração. Esta rede venosa funciona como conduto de drenagem sanguínea e como um reservatório de volume."
2) "Tipicamente, as artérias sistêmicas têm paredes mais espessas que as pulmonares; e as artérias que se localizam abaixo do coração têm paredes mais espessas que as artérias que estão acima dele, refletindo a maior pressão hidrostática suportada pelos vasos das regiões inferiores."
3) "Na circulação pulmonar, a liberação de gás carbônico e a captação de oxigênio pelos pulmões ocorrem pela difusão entre o sangue e o gás alveolar."